Menina de 7 anos transforma fé em artesanato ao produzir terços infantis: 'Foi tudo ideia dela', diz mãe
Menina de 7 anos confecciona terços infantis em São José do Rio Preto Em um período marcado por fé e renovação, como ocorre na Páscoa, o artesanato ganh...
Menina de 7 anos confecciona terços infantis em São José do Rio Preto Em um período marcado por fé e renovação, como ocorre na Páscoa, o artesanato ganha destaque pelas mãos de uma criança de sete anos em São José do Rio Preto (SP). Maria Luísa Maluf Ferreira começou a produzir terços infantis espontaneamente e, com o incentivo da família, transformou a atividade em uma forma de expressão criativa. Assista acima. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp Segundo a mãe, a também artesã Priscila Maluf, a produção dos tercinhos começou durante as férias de fim de ano, mas o interesse pelo artesanato é antigo. "Ela sempre gostou de montar pulseirinhas e arcos para cabelo", conta em entrevista ao g1. Maria Luísa, 7 anos, que sempre gostou de artesanato, iniciou no fim do ano a produção de terços infantis, em São José do Rio Preto (SP): segundo a mãe, ela tem jeito para combinar cores e modelos Priscila Maluf/Arquivo pessoal Entender a religião A ideia de fazer os terços surgiu inicialmente como uma forma de ensinar a menina a rezar e incentivá-la a carregar o objeto consigo. A iniciativa despertou a curiosidade da criança pela religião. "Os terços chamaram a atenção dela desde o começo, querendo entender a religião", relata a mãe. Embora a família não tenha o costume regular de frequentar a igreja, Maria Luísa estuda em uma escola católica. Ainda assim, a prática da fé está presente na rotina da menina. "Ela reza sempre à noite, para dormir, para comer", afirma Priscila. Com o tempo, familiares e amigos passaram a se interessar pelas peças e começaram a comprá-las. A partir daí, partiu da própria criança a decisão de fazer alguns terços e oferecer aos parentes mais próximos. "Foi tudo ideia dela de empreender", diz a mãe. Terço infantil produzido por Maria Luísa Maluf, 7 anos, de São José do Rio Preto (SP): cada peça leva em média 30 minutos para ser concluída Priscila Maluf/Arquivo pessoal Criatividade Maria Luísa estuda no período da tarde e dedica as manhãs e os fins de semana à produção. Cada peça leva em média 30 minutos para ser concluída. Até agora, ela já criou aproximadamente 40 modelos diferentes de tercinhos, além de 25 arcos de cabelo. Initial plugin text A pequena artesã escolhe os materiais de acordo com o santo representado, buscando combinar cores e estilos. Entre os elementos utilizados estão miçangas em formatos variados, como de coração, flor, peças coloridas e leitosas e até com letras. Terço infantil produzido por Maria Luísa Maluf, 7 anos, de São José do Rio Preto (SP): quando recebe elogios, a menina entende que faz algo especial, explica a mãe Priscila Maluf/Arquivo pessoal LEIA MAIS: Fiéis fazem penitências sem maquiagem, com banho gelado e jejum de música durante quaresma Bebê engasgado é salvo por PM aposentado dias após ele perder neta recém-nascida Inteligência Artificial atua como 'olho invisível' ao auxiliar brasileiro em pesquisa para identificar molécula que destrói células cancerígenas Dom pela arte Antes de se dedicar aos tercinhos, Maria Luísa já pintava telas, atividade que diminuiu com o novo interesse. Ainda assim, o contato com o artesanato continua presente no dia a dia, inclusive por influência do trabalho da mãe com gesso infantil. Para Priscila, o envolvimento da filha vai além de uma simples atividade. "Ela me surpreende muito com a criatividade, o jeito de combinar cores e modelos", afirma. Maria Luisa, 7 anos, com a mãe Priscila Maluf: terços e arcos artesanais são uma forma de se distanciar das telas Priscila Maluf/Arquivo pessoal Segundo Priscila, o retorno das pessoas tem impacto positivo no desenvolvimento da criança. "Quando alguém gosta, elogia e compra, ela entende que está criando algo especial. Isso ajuda muito na autoconfiança", diz. Além de estimular a criatividade, a atividade também surgiu como alternativa ao uso de telas. "Para ficar longe da TV, deixo os materiais com ela. Quando a gente vai ver, ela já está criando", revela a mãe. Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM