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Mulher picada por jararaca ao colher abóboras no interior de SP relata dor insuportável: 'Achei que fosse morrer'

Mulher picada por jararaca ao colher abóboras no interior de SP relata dor insuportável A mulher que foi hospitalizada após picada de cobra jararaca na mão ...

Mulher picada por jararaca ao colher abóboras no interior de SP relata dor insuportável: 'Achei que fosse morrer'
Mulher picada por jararaca ao colher abóboras no interior de SP relata dor insuportável: 'Achei que fosse morrer' (Foto: Reprodução)

Mulher picada por jararaca ao colher abóboras no interior de SP relata dor insuportável A mulher que foi hospitalizada após picada de cobra jararaca na mão direita, em Pontalinda (SP), contou ao g1 que sentiu uma dor “insuportável” e que pensou que iria morrer após o ataque. O caso ocorreu no dia 10 de março. Em entrevista à reportagem, Andréia de Lima Carvalho, de 42 anos, relatou que ajudava o marido em uma horta comunitária de abóboras na fazenda onde mora, em Pontalinda (SP), quando foi surpreendida pela cobra. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp A mulher disse que, inicialmente, não sentiu nada, mas rapidamente vieram os sintomas da picada, com inchaço intenso na mão, dor forte e visão turva. Após o ataque, Andréia pediu socorro ao marido e aos outros trabalhadores do sítio. “No momento em que eu fui pegar a abóbora, a cobra me deu o bote. Aqui eu nunca tinha visto essa cobra. Logo em seguida já começou uma dor muito forte, insuportável. Gritei pelo meu esposo, que veio correndo me ajudar”, lembra Andréia. Mulher picada por jararaca durante colheita de abóboras ficou com a mão inchada em Pontalinda (SP) Andréia de Lima Carvalho/Arquivo pessoal Andréia foi levada ao pronto-socorro de Pontalinda, onde recebeu os primeiros atendimentos. Depois de 24 horas, foi transferida para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Jales (SP), município vizinho, onde recebeu soro antiofídico. A mulher ficou internada até o dia 13 de março, quando recebeu alta hospitalar. Apesar do susto que teve, os médicos descartaram complicações severas, como necrose. Já em casa, ela comentou que segue em recuperação e ainda sente os efeitos da picada. LEIA MAIS Mães denunciam professora suspeita de queimar alunos com cola quente durante aula de artes em escola Mancha verde causada por algas se espalha por pelo menos 100 km do Rio Tietê em cidades do interior de SP “Meu braço ainda está muito inchado, dói, estou tomando muito remédio, está vermelho. Mas, graças a Deus, os médicos disseram que não vou ter sequelas porque o socorro foi rápido”, comenta Andréia. ‘Achei que ia morrer’ Mulher é picada por cobra jararaca enquanto colhia abóboras em sítio em Dirce Reis (SP) Arquivo pessoal Andréia também relembrou o desespero no momento do ataque. Ela afirmou ainda que conseguiu identificar a cobra como sendo uma jararaca após ver imagens do animal, o que intensificou o medo da morte, uma vez que tem conhecimento sobre a potência do veneno. Entenda mais abaixo. “Eu só pensava ‘uma cobra me picou, eu vou morrer’. Era muita dor, uma dor muito intensa. Eu pensava que ia morrer, pensava no meu filho o tempo todo. E hoje estou em casa me recuperando. Foi um susto muito grande”, relembra a mulher. De acordo com ela, o atendimento rápido foi fundamental para evitar consequências mais graves. Refeita do susto, a mulher disse que pretende retomar a rotina assim que estiver totalmente recuperada. 🐍 Agressiva e venenosa Entenda o que acontece com quem é picado por uma jararaca, como o homem que ficou 100 horas na Floresta Amazônica até ser socorrido A jararaca é uma das cobras mais agressivas e altamente venenosas, segundo o doutor em zoologia Thiago Maia Davanso. A cobra, do gênero Bothrops, é peçonhenta e a toxina é forte, capaz de necrosar a pele e atingir o sistema nervoso. Segundo um levantamento do Instituto Butantan, publicado em 2022, o Brasil tem em torno de 30 mil acidentes por ano que são provocados por serpentes, sendo que as picadas de jararaca representam quase 70% dos ataques. Conforme o biólogo, é comum que as jararacas entrem na área urbana em busca de alimento, uma vez que o ambiente natural das matas está em constante degradação. Mesmo assim, os ataques a humanos são raros. A jararaca pode atingir até 1,5 metro de comprimento, sendo que a fêmea é maior que o macho. Em caso de ataque, o especialista reforça que é necessário identificar o animal para fornecer informações ao socorro médico. Initial plugin text No ponto da picada, é importante lavar apenas com água e sabão. Os principais sintomas do ataque de uma jararaca adulta em humanos são dor e inchaço local, às vezes com manchas arroxeadas e sangramento no ferimento. Também podem ocorrer sangramentos em mucosas, como nas gengivas e no nariz. As complicações podem provocar infecção e necrose na região da picada e insuficiência renal aguda. Jararaca-da-moela Marcelo Ribeiro Duarte/Instituto Butantan/Divulgação Veja mais notícias da região em g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

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